quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Cinema Feminino

     No dia 4 de outubro a Carpano Produções levou à sala de aula no curso de Jornalismo da PUCPR, uma discussão atual sobre um tema que vem sendo discutido nos últimos festivais de cinema ocorridos no Brasil (Femina - Festival Internacional de Cinema Feminino e 22º Festival de Curtas de São Paulo): "CINEMA FEMININO: existe ou não existe?"

 Confira a seguir os principais pontos levantados sobre o tema na discussão.

O que é? Quais as suas características?
.Envolvimento e entrega (os projetos chegam a ser comparados a processos de gestação);
.Sensibilidade;
.Olhar feminino. 

Qual é a porcentagem de mulheres dirigindo filmes?
Segundo Paula Alves, diretora do festival FEMINA, entre os anos 1991 e 2000, 7% dos longas eram dirigidos por mulheres. 
Quais os motivos para à ascenção?
.Muitas mulheres já trabalham com produção, só não são diretoras;
.As mulheres dão mais destaque ao universo feminino nos filmes;
.Existe um deslocamento do ponto de vista.
Por que acreditar que o cinema feminino não existe?
Algumas diretoras alegam que não haja vantagens para a sensibilidade ou até mesmo para o olhar feminino quando o assunto é fazer filmes. As que defendem esse ponto de vista defendem que o cinema é acima de tudo uma questão de "entrega pessoal" e não de gênero.

   
       Ao final do debate a turma se dividiu, uns diziam que esse tipo de conotação poderia segregar ainda mais as mulheres ou que elas não tem que provar nada a ninguém por isso não caberia esse gênero, outros que a mulher é diferente mesmo e deve ser valorizada e reconhecida pelo que é, por isso essa distinção é válida.  
      O que ficou claro é que mesmo ainda não sendo um gênero marcante na produção cinematográfica brasileira, ele apresenta nuances e traços que o identificam como uma presença significativa no cenário fílmico atual. 
      Até pelo fato desse tema estar em discussão nos últimos festivais de cinema do Brasil (Femina - Festival Internacional de Cinema Feminino e 22º Festival de Curtas de São Paulo), denota o quão importante e relevante é o tema, independente do que as pessoas achem, o fato é que as mulheres, como em toda atividade comercial, financeira e produtiva, estão encontrando brecha para crescer, valorizando o mercado  e entre outras tantas coisas, estão entrando de cabeça na produção e direção de filmes. 
       Isso não tem como deixar de reconhecer. O que elas tem que provar agora, não é que um determinado gênero de filme existe ou não, mas que acima de tudo, possuem qualidade  como idealizadoras no cenário cinematográfico, o que já é sabido. 

Afinal, quando vamos ver um filme, para o assistir ou não
perguntamos se quem fez foi um homem ou uma mulher?


por Rogério Teotonio

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