Entre os dias 27 de outubro e 6 de novembro está rolando o 21º Curta Cinema 2011, no Rio de Janeiro. O festival apresentará mais de 350 filmes e um dos que ele apresenta é Assim Como Ela, com Déborah Secco.
Confira, a entrada é franca.
sábado, 29 de outubro de 2011
Enfim "Memórias de minhas putas tristes" de Gabriel Garcia Marquez chega aos cinemas
Numa co-produção entre os governos da Dinamarca e da Espanha, além do estado mexicano de Puebla, e das empresas Femsa e Televisa, o romance ”Memórias de minhas putas tristes”, do escritor colombiano Gabriel García Márquez, será levado aos cinemas com um orçamento de US$ 8 milhões.
Campeão de vendas nas livrarias, “Memórias de minhas putas tristes”, enfim chegará às telas, marcando a volta de um mestre do cinema europeu, cada vez mais bissexto nas telas: o dinamarquês Henning Carlsen, que surpreendeu os anos 60 com “Dilema” e “Fome”, e, há tempos, refugiou-se na produção de curtas-metragens. Para o projeto de “Memórias...”, rodado no México, com codireção de Ricardo Del Río, Carlsen conta com a colaboração de um mito do roteiro: o francês Jean-Claude Carrière, parceiro de mestres como Luís Buñuel (“O discreto charme da burguesia”) e Andrzej Wajda (“Danton — O processo da revolução”).
“Memórias de minhas putas tristes” é o sétimo longa-metragem baseado na obra de García Márquez realizado nesta década. Nos últimos dez anos, sua literatura serviu de matéria-prima a realizadores como o moçambicano radicado no Brasil Ruy Guerra (“O veneno da madrugada”) e o inglês Mike Newell (“O amor nos tempos do cólera”). Em 2009, a Colômbia, em coprodução com a Costa Rica, adaptou “Do amor e outros demônios”, com direção da estreante Hilda Hidalgo.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Kháron - Diário de Bordo - Making off
| Fotos do Primeiro dia de filmagens |
| Kháron pretende falar muita coisa, sem dizer sequer uma palavra |
| O que está por trás dessa trama, que envolve sentimentos íntimos de cada personagem? |
| Preste atenção nessa foto!!! Na exibição do curta, Ela DIRÁ algo sobre o filme |
A Carpano Produções está satisfeita com o primeiro dia de gravações do nosso mais novo curta. Elas ocorreram ontem (19), no prédio da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba. Começamos por volta das 19:30 e terminamos só às 23:30. Foi um dia cansativo, que só não foi completo porque uma das nossas cenas não pode ser realizada naquele momento. Devido a problemas técnicos do elevador, não pudemos gravar essa parte, que finalizaremos em outra opurtunidade.
Confira as outras fotos do nosso making off.
| Joel Gama e Vera Oliveira. Atores do curta |
| Vera esbanja simpatia no set |
| Esse é o "Apache", nosso cinegrafista "bombadinho" |
| "Balú", o diretor e roteirista do curta passa orientações a equipe |
| As gravações já estão a todo vapor |
| Richard, Diane e Ricardo |
| Não deixa cair o bumbo Di, segura... |
| Tira a mão do fio, vai dar mau contato!!! |
| Agora sim Di, é isso aí. A captação de áudio ambiente é um elemento importante para a construção dessa narrativa, pois ela não apresenta diálogos |
| Enquanto o cinegrafista dá uma descansada, o diretor retoma o roteiro |
| Enquanto a Di sorri para a nossa lente. Balú e Bundinha acertam detalhes das imagens |
| Além de atuar, Vera também quer tirar fotos |
| Acertando detalhes técnicos. É isso aí muleque! Nosso garoto "bombadinho" |
| Equipe discute a próxima cena |
| Diane não deixa cair o pau da barraca. Como uma boa assistente de palco, segura as pontas em pról do Carpano |
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Doc Kháron - Diário de Bordo - Primeiro dia de filmagens
Agora é pra valer!!! Começam hoje, (19) de outubro, as gravações de KHÁRON
Após um certo tempo de planejamento e produção a Carpano Produções dá início as gravações do seu mais novo curta. Kháron, que significa barqueiro, carrega em si conflitos pessoais, psicológicos (da psique humana) e íntimos dos personagens, que interferiram no desenvolvimento da trama e no relacionamento entre os indivíduos.
Estão previstas duas locações e três saídas, a primeira será no prédio da Secretaria de Saúde de Curitiba (escritório). E a segunda marcada para sexta-feira será na (casa dos personagens). Hoje a equipe acertou os últimos detalhes da produção, empréstimo de equipamento técnico, cenário, logística de transporte dos atores e equipe, vestuário, maquiagem, etc.
Acima de tudo acreditamos nesse trabalho. Independentemente se conseguiremos atingir êxito ou não, o que fica registrado é o empenho de todos da equipe em pról da realização desse projeto. Alguns mais, outros menos, mas no fundo no fundo, tem que ser assim mesmo. Num trabalho em equipe a diferença está no grau de doação e comprometimento dos seus integrantes quando assim forem exigidos. Pelo menos até agora, quanto a isso, ainda não tivemos problemas. Porém, num processo como esse, que exige entrega, existe o cansaço, aparecem muitas sugestões e opiniões, sabemos ser inevitável, às vezes,os conflitos.
Mas sem os debates, dificuldades e intempéries, como poderemos crescer?
A fórmula não fazemos questão de decorar, mas todo mundo sabe que o princípio básico para se obter sucesso em qualquer atividade que se exerça é fazer, fazer, errar, errar, e quantas vezes for preciso, fazer denovo, até se atingir quem sabe, algo próximo da perfeição, ou que pelo menos ressoe nosso pensamento em algum lugar no espaço, pra alguém, pode ser apenas uma pessoa, mas que ela pare um momento e reflita sobre aquilo. Se isso acontecer, atingimos nosso objetivo, SER INTELIGÍVEL PRA ALGUÉM.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Direito de resposta de Aristeu Araújo sobre matéria que trata Wenders e Cinemateca
A respeito da matéria "Mostra questiona funcionalidade da Cinemateca", publicamos as observações do critico Aristeu Araújo.
" Tenho vários apartes a essa questão. Vou colocá-los em tópicos:
1. A Mostra "Wim Wenders, Imagens que obedecem" - na qual trabalhei na organização do catálogo, em palestra feita na Caixa Cultural de Curitiba e em mediação de debate na Caixa Cultura do Rio de Janeiro -, ao contrário do que é dito aí, não questiona a funcionalidade da cinemateca de Curitiba. Aliás, nem foi esse o objetivo da tal mostra. A mostra teve como objetivo apenas trazer um amplo panorama da obra do cineasta alemão e debater sua obra.
2. Eu falei sobre um problemas de distribuição de filmes nacionais aqui em Curitiba a partir de uma pergunta da plateia, deslocada do contexto da discussão ali em pauta. Falei que a Cinemateca de Curitiba peca em não ter uma programação mais consistente, em exibir muitos filmes em DVD e não propor mais debates/recortes cinematográficos. Mas falei também que a Cinemateca é aberta e falta - em muitos casos - mais iniciativa da produção local.
3. Citei o caso do Serras da Desordem, que foi exibido aqui em Curitiba no Paço da Liberdade, com anos de atraso. Citei como um exemplo da má distribuição dos filmes aqui na cidade. E coloquei que a Cinemateca, por exemplo, poderia trazer filmes como esse.
4. Sei de todos os entraves burocráticos e de falta de pessoal/verba pelo qual passa a Cinemateca. Não julgo que seus problemas sejam oriundos de má vontade ou qualquer coisa do gênero.
5. A fala sobre os usos de uma cinemateca foi em resposta à última pergunta daquele evento. Repetindo, pergunta descolada do objetivo central. Assim, julgo um tanto estranho que o lead deste artigo seja justamente sobre isso. Quando se subverte e descontextualiza falas, como foi feito aqui, cria-se impressões erradas, mal entendidos".
Aristeu Araújo
" Tenho vários apartes a essa questão. Vou colocá-los em tópicos:
1. A Mostra "Wim Wenders, Imagens que obedecem" - na qual trabalhei na organização do catálogo, em palestra feita na Caixa Cultural de Curitiba e em mediação de debate na Caixa Cultura do Rio de Janeiro -, ao contrário do que é dito aí, não questiona a funcionalidade da cinemateca de Curitiba. Aliás, nem foi esse o objetivo da tal mostra. A mostra teve como objetivo apenas trazer um amplo panorama da obra do cineasta alemão e debater sua obra.
2. Eu falei sobre um problemas de distribuição de filmes nacionais aqui em Curitiba a partir de uma pergunta da plateia, deslocada do contexto da discussão ali em pauta. Falei que a Cinemateca de Curitiba peca em não ter uma programação mais consistente, em exibir muitos filmes em DVD e não propor mais debates/recortes cinematográficos. Mas falei também que a Cinemateca é aberta e falta - em muitos casos - mais iniciativa da produção local.
3. Citei o caso do Serras da Desordem, que foi exibido aqui em Curitiba no Paço da Liberdade, com anos de atraso. Citei como um exemplo da má distribuição dos filmes aqui na cidade. E coloquei que a Cinemateca, por exemplo, poderia trazer filmes como esse.
4. Sei de todos os entraves burocráticos e de falta de pessoal/verba pelo qual passa a Cinemateca. Não julgo que seus problemas sejam oriundos de má vontade ou qualquer coisa do gênero.
5. A fala sobre os usos de uma cinemateca foi em resposta à última pergunta daquele evento. Repetindo, pergunta descolada do objetivo central. Assim, julgo um tanto estranho que o lead deste artigo seja justamente sobre isso. Quando se subverte e descontextualiza falas, como foi feito aqui, cria-se impressões erradas, mal entendidos".
Aristeu Araújo
A Fábrica
No início do mês, dia (4) de outubro, o curta A Fábrica (do diretor Aly Muritiba), conquistou três prêmios no festival mais tradicional do país, o 44º Festival de Brasília de Cinema Brasileiro. Os troféus são: Melhor Roteiro (Aly Muritiba), Melhor Atriz (Eloina Duvoisin Ferreira) e Melhor Filme pelo Juri Popular. Além do Prêmio Aquisição Tv Brasil.
"A Fábrica" conta a história fictícia de uma mãe que tenta levar um celular ao filho na prisão. "Uma das minhas principais preocupações com esse filme foi a mensagem a passar. As pessoas precisam lembrar que lá, na prisão, existem pessoas", lembra Aly em entrevista a RPC.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
KHÁRON - é o novo filme da Carpano - Não Percam!!! Em breve...
Storyline:
Atormentado por visões sobre um passado incerto, o protagonista passa por diversos eventos fantásticos em busca de sua própria aceitação perante a morte de sua amante. Sua rotina intercala momentos de extremo marasmo com devaneios perturbadores sobre a imprecisão de seus atos e pensamentos.
A previsão de estréia é no final de novembro.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Mesmo que seja só para cantar
Artistas se renovam através de trilhas sonoras para Cinema
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| Grupo Alma Terra Duo |
Em 1979 o compositor paranaense Arrigo Barnabé causou grande impacto no cenário artístico brasileiro ao misturar as narrativas das histórias em quadrinhos com música serial (uma espécie de música composta em séries de arranjos).
Em 2001 o também compositor Alma terra duo ocasionou piquetes de seguimentos puristas da música caipira por misturar viola-caipira com atonalismo (espécie musical que independe de campo harmônico). Porém, o que esses artistas paranaenses têm em comum além de serem do Paraná? A intensiva visualidade que suas musicas aproximam.
Arrigo Barnabé, uma unanimidade na música nacional, além de ter criado uma nova ótica musical também é ator e poeta. Sua filmografia conta com 5 atuações e 3 trilhas compostas. Ele explica como se inicia um processo de produção, “Primeiro tem que pensar no contexto histórico e no modo musical que é pretendido, se não houver melhor”, conta Barnabé.
Nas composições de o Alma terra duo, a necessidade de uma linguagem e identidade sonora foi mais importante que o contexto, “precisamos entender o que fazemos para daí sim criar o contexto” diz Marco Cardoso violonista do duo.
Para entender o debate criado pelos artistas foi preciso recorrer a trilhas históricas dos mesmos. A ideia de Arrigo aparece com clareza no filme Oriundi de 1999 dirigido por Ricardo Bravo onde a estética italiana é colocada como ponto vital independentemente da cultura sonora de Barnabé, enquanto a ideia do Alma Terra de fixação da identidade aparece no documentário Tropeiro Alma Sem Fronteira de 2003 dirigido por Homero Camargo em que o bucolismo estético compõe a identidade sonora do filme e do compositor da trilha.
A criação: Existem duas ramificações nos trabalhos de trilha: o primeiro a música propriamente dita, o segundo a sonoplastia e os efeitos de som, que também pode ser acompanhado por musica, por exemplo a Trilha de Pantera Cor-de-Rosa de Waltel Branco (compositor parnanguara). Essa forma de composição é muito visível em desenhos animados.
Para Cardoso, o start criativo pode ser dado de duas formas, o primeiro pelo dialogo do compositor com o diretor do audiovisual, o segundo “sem responsabilidade” alguma do compositor, apenas porque a música é adesiva a proposta do filme.
A utilização de obras musicais não autorais: Rafael Lopes atualmente está fazendo um documentário sobre a música de Curitiba e, como diretor, utiliza músicas de cada artista para compor a obra.
Arrigo Barnabé conta que é muito mais viável dar um contexto autoral a música. ”Minha voz é desafinada, mas consigo torná-la expressiva dentro de um arquétipo”. Arrigo atuará em seu sexto filme e quarta trilha Nervos de Aço e fará a trilha através de músicas de Lupicínio Rodrigues.
Os dois artistas são de estilos e linguagens diferentes, mas o processo acaba sendo pessoal independente da forma como é colocado.
Alma Terra Duo e Arrigo Barnabé caracterizam o posicionamento de vanguardas paranaenses sobre a linguagem cinematográfica ora redundante ora neológica. Uma linguagem que através da música gera contexto ao cinema.
Filmografia de Barnabé:
2011 - Nervos de Aço
2002 - Desmundo
1999 - Oriundi
1987 - Anjos Da Noite
1986 - Nem Tudo É Verdade
1986 - Cidade Oculta
1981 - O Olho Mágico Do Amor
Filmografia de Alma Terra Duo
2003 – Tropeiro Alma sem Fronteira
2009 – Sais de ouro em Grãos de Prata
Por Elian Woidello
A Retomada
Período que inicia-se por volta de 1990, com o fim da EMBRAFILME – no governo Collor. Muitos atribuem como sendo a sua principal característica a Diversidade dos seus filmes.
Apresenta um diferencial com relação aos outros períodos, que é o aparecimento de um novo elemento na constituição do cinema – a TELEVISÃO (especialmente um canal específico – a TV Globo – de potência audiovisual mundial).
Televisão esta que se consolida quando a Embrafilme entrava em decadência e
esse único grupo midiático concentrou tanto a produção audiovisual nacional no campo narrativo (ficção),como no campo da informação (jornalismo).
Com isso a rede Globo de televisão adquiriu poder de intervenção na vida do país, tanto em aspectos econômicos, quanto em termos políticos, sociais e culturais.
A maioria dos filmes à partir de 90 possuem esse referencial. Eles podem ser observados como adesões ou reações à nova hegemonia que se formou no campo audiovisual brasileiro, “o padrão Globo de qualidade”. O fator determinante para essa hegemonia segundo Luiz Zanin Oricchio, é a capacidade do veículo de se firmar como produtora de conteúdo próprio.
Para Oricchio, crítico de cinema, no livro Cinema denovo – um balaço crítico da retomada, essa fase terminou em 2003 e o seu epílogo simbólico seria o filme Cidade de Deus. Porém outros autores vêem a retomada como um processo ainda em curso e que não necessariamente terá um “fim” ou um marco simbólico.
Por: Carpano Produções
Referência:
Cinema denovo - Luiz Zanin Oricchio.
Mostra Wim Wenders questiona funcionalidade da Cinemateca de Curitiba
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| O cineasta Wim Wenders teve grande influência do cinema underground americano |
Entre os dias 14 e 21 de setembro, a Fundação da Caixa Cultural de Curitiba recebeu a Mostra Cinematográfica “Wim Wenders – Imagens que obedecem”, que homenageou o trabalho de um dos cineastas mais importantes do Cinema Novo Alemão. Dentre o cronograma de apresentações de 15 longas metragens, o que causou uma discussão importante foi a questão da má utilização das Cinematecas, principalmente em Curitiba.
Aristeu Araújo, crítico de cinema e colunista da Revista Moviola, comentou que além da importância da cinegrafia do cineasta, “Wim Wenders representa um homem apaixonado pelo cinema, já que era um cinéfilo declarado.” Wenders afirmou em várias entrevistas que em um ano, chegou a assistir de 5 a 6 filmes por dia. Muitas vezes escondido para não ter que pagar mais do que uma sessão, nas salas de cinema que frequentava.
“Um exemplo da má funcionalidade da Cinemateca de Curitiba é o filme Serras da Desordem, de Andrea Tonacci, muito bem visto pelos críticos, que foi lançado em 2006, mas que aqui em Curitiba foi visto pela primeira vez, de modo oficial, no Paço da Liberdade no SESC Paraná, nesse mês”, afirmou Araujo.
Assim, foi levantada a discussão da funcionalidade das Cinematecas. O colunista declarou que as duas principais funções desses espaços são: guardar a história do cinema e exibir filmes importantes. Mas que isso aqui em Curitiba não acontece. Diferentemente dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro em que há, pelo menos, uma tentativa de exercer essas funções.
Outra utilização que podia ser feita das Cinematecas é propor recortes, discussões e educar a platéia para assistir filmes que não tem características comerciais, ou seja, que não são vistos pelo grande público, conta Araujo.
Win Wenders deixa tão claro sua paixão por filmes, que em todas as suas produções é possível encontrar citações do cinema. Além de que, Wenders utiliza em suas narrativas as grandes paisagens, o homem deslocado da sociedade, em busca de uma identidade, principalmente a norte-americana.
O cineasta utiliza-se de um pilar muito forte em suas obras que é a imagem verdadeira, que evita o produzido e montado, pelo natural. Isso porque Wenders, segundo Aristeu Araujo, é de uma geração pós Segunda Guerra Mundial, que se sente “culpada” pelas atrocidades cometidas com o Nazismo. Ele tenta com a imagem verdadeira, construir novamente a credibilidade do cinema, que foi perdida na geração anterior, já que Hitler utilizava-se de publicidade.
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| Para Wenders as imagens são preciosas. Elas precisam obedecer uma história |
A mostra recebeu o nome de “Imagens que obedecem” porque Wenders acredita que uma imagem precisa ser mais que um quadro, e que precisa contar uma história. Logo suas imagens são muito ricas de informação, não só de deslumbre estético.
Wenders produziu cerca de 40 filmes, mais de 90% deles são filmes de viagens e que fazem constante apelo ao humanismo.
A mostra é inédita e criada especialmente para a Caixa Cultural e esteve nas cidades de Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro.
Texto: Diane Cursino
Imagens: Divulgação
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
CO-PRODUÇÃO
Você sabe o que é uma co-produção???
Nada mais é quando os produtores cinematográficos formam parcerias com produtores de outros países, para o financiamento e produção de filmes, ou seja, uma co-produção.
Um filme objeto de um tratado de co-produção assinado entre dois ou mais Estados, recebe duas ou mais “nacionalidades”, e passa a estar qualificado a receber os incentivos fiscais nacionais, e outras formas de apoio governamental voltados para a promoção da produção, distribuição e/ou exibição cinematográfica. Exemplo disso é o filme "Diários de motocicleta" que envolveu em sua produção vários países.
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| Diários de motocicleta - exemplo de mega produção |
Co-produção, pode ser alternativa para o cinema brasileiro?
No Brasil assim como em outros paises que dependem de incentivo fiscal para realizarem seus filmes a co-produção surge como uma oportunidade de dividir custos, tarefas do desenvolvimento, difundir histórias e ampliar as fronteiras de distribuição. São diversas os exemplos que já temos em nosso país e nota-se a diferença estrutural entre os filmes com e sem co-produção. Essa alternativa é importante para o cinema brasileiro principalmente para os filmes autorais e os ditos "alternativos" que não são comerciais e encontram mais dificuldade de obter incentivos financeiros.
No Brasil assim como em outros paises que dependem de incentivo fiscal para realizarem seus filmes a co-produção surge como uma oportunidade de dividir custos, tarefas do desenvolvimento, difundir histórias e ampliar as fronteiras de distribuição. São diversas os exemplos que já temos em nosso país e nota-se a diferença estrutural entre os filmes com e sem co-produção. Essa alternativa é importante para o cinema brasileiro principalmente para os filmes autorais e os ditos "alternativos" que não são comerciais e encontram mais dificuldade de obter incentivos financeiros.
Dentre as co-produções realizadas no país, temos o exemplo do filme “Ensaio Sobre a Cegueira”, de Fernando Meirelles, que abriu o festival de Cannes em 2008 e melhorou a visibilidade da produtora e do diretor para o mundo.
Outro filme mudialmente conhecido fruto de uma mega co-produção chama-se "Diários de motocicleta" produzido pela Argentina, Brasil, Chile,Reino Unido, Peru, Estados Unidos da América, Alemanha, França e Cuba, recebeu várias premiações e é também um exemplo que a "união faz a força".
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| Cena do filme Ensaios sobre a cegueira de Fernando Meirelles |
Como funciona na América Latina?
Na América Latina, desde o início da década de 90, surgiram inúmeros programas governamentais com base em incentivos fiscais, subsídios, benefícios fiscais, entre outros, os quais rapidamente assumiram um papel essencial no estímulo da produção do conteúdo audiovisual, assim como da distribuição, exibição e desenvolvimento do projeto cinematográfico. Essa tendência está se expandindo e conquistando um papel de cada vez maior destaque, na medida em que os estrategistas políticos consideram novos mecanismos aplicáveis ao globalizado contexto audiovisual e ao ambiente digital.A como andas o paranoma Latino-Americano de incentivos?
Muitos países na América Latina oferecem legislações específicas para promover investimentos em produção de filmes nacionais e co-produções internacionais.Atualmente a Argentina mantém acordos internacionais de co-produção com Alemanha, Espanha, Colômbia, França, Chile, Itália, Marrocos, México, Uruguai, Canadá, Venezuela e Brasil. O regime de subsídios e créditos regulado pelo Instituto Nacional de Cine y Artes Audiovisuales – INCAA oferece mecanismos de fomento à produção e exibição em salas e outros meios eletrônicos através da Lei de Cinema nº 17.741. Em 2008, foi publicada uma nova Resolução que estabelece 3.500.000 pesos como teto máximo para subsídio a filmes nacionais de longa metragem.
No México, desde 2007, o Artigo 226 da Lei de Imposto de Renda (Eficine) oferece um desconto de 10% sobre o imposto de renda para investimento em filmes nacionais, e o Instituto Mexicano de Cinematografia – IMCINE oferece incentivos pelos dois fundos tradicionais: FOPROCINE e FIDECINE, que disponibilizam recursos para produção de filmes de natureza “autoral” ou com mérito especial, e comercias, respectivamente. O México também conta com o novo Programa de Apoyo a la Industria Cinematográfica y Audiovisual de Alto Impacto que propõe um incentivo às produções internacionais de até 17.5% dos gastos com produção no país.
Na Colômbia, a Lei nº 814 de 2003 apresenta dois mecanismos principais de fomento para co-produções na indústria colombiana, quais sejam:
1) O Fundo para o Desenvolvimento Cinematográfico (FDC) que recebe recursos financeiros arrecadados através de uma “cuota parafiscal”, (uma espécie de taxa) paga pelos exibidores, distribuidores e produtores como resultado da exibição de obras cinematográficas no território nacional; e
2) Estímulos tributários através de uma dedução dos impostos de doadores e investidores em projetos cinematográficos colombianos, contribuintes do imposto de renda. A dedução chega até 125% do valor investido ou doado (em caso de doação há um limite de 30% da renda líquida).
No Brasil existem duas possibilidades para se fazer uma co-produção internacional: ao abrigo de um Acordo Internacional de Co-produção Cinematográfica firmado pelo Brasil ou fora do abrigo de um Acordo. Em cada caso, a Agência Nacional do Cinema – ANCINE estipula procedimentos específicos para filmes que procuram obter o Certificado de Produto Brasileiro (CPB), e que pretendam captar recursos incentivados.
Os incentivos mais significativos estão incluídos na Lei do Audiovisual (Lei 8.698/93, modificado pela MP 2228/01), que permite as pessoas físicas e jurídicas investir uma parcela do imposto a pagar (3%) como despesa dedutível, até um limite de R$ 3 milhões em cada projeto. Ademais, o Artigo 3 da mesma lei permite a distribuidores de filmes estrangeiros no Brasil a investir em projetos de filmes brasileiros autorizados ate 70% do imposto retido na fonte devido, calculado nas remessas de royalties derivadas da distribuição de filmes estrangeiros.
Atualmente, o Brasil possui acordos bilaterais com Argentina, Alemanha, Canadá, Chile, Espanha, França, Itália, Portugal, Venezuela, Índia (não-implementado) e Israel (não-implementado), e também mantém Protocolos de Cooperação entre a ANCINE e outros países e/ou regiões como Galícia (Espanha) e Portugal.
O mais novo mecanismo nesta linha foi anunciado no marco do Festival Internacional do Rio de 2010 para estimular a produção de filmes entre Brasil e Argentina: as entidades de cinema de cada país, a ANCINE e o INCAA, se uniram para fazer um fundo de fomento de co-produções. Uma verba total de US$ 800 mil será disponibilizada para quatro projetos, sendo dois deles de cada nação. Mais do que ajuda estritamente financeira, o fundo funcionará como uma chancela, para que os projetos consigam captar capital nos dois países simultaneamente.
Texto: Carpano Produções
Imagens: Divulgação
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Cinema Feminino
No dia 4 de outubro a Carpano Produções levou à sala de aula no curso de Jornalismo da PUCPR, uma discussão atual sobre um tema que vem sendo discutido nos últimos festivais de cinema ocorridos no Brasil (Femina - Festival Internacional de Cinema Feminino e 22º Festival de Curtas de São Paulo): "CINEMA FEMININO: existe ou não existe?"
Confira a seguir os principais pontos levantados sobre o tema na discussão.
Confira a seguir os principais pontos levantados sobre o tema na discussão.
O que é? Quais as suas características?
.Envolvimento e entrega (os projetos chegam a ser comparados a processos de gestação);
.Sensibilidade;
.Olhar feminino.
Qual é a porcentagem de mulheres dirigindo filmes?
Segundo Paula Alves, diretora do festival FEMINA, entre os anos 1991 e 2000, 7% dos longas eram dirigidos por mulheres.
Quais os motivos para à ascenção?
.Muitas mulheres já trabalham com produção, só não são diretoras;
.As mulheres dão mais destaque ao universo feminino nos filmes;
.Existe um deslocamento do ponto de vista.
Por que acreditar que o cinema feminino não existe?
Algumas diretoras alegam que não haja vantagens para a sensibilidade ou até mesmo para o olhar feminino quando o assunto é fazer filmes. As que defendem esse ponto de vista defendem que o cinema é acima de tudo uma questão de "entrega pessoal" e não de gênero.
Ao final do debate a turma se dividiu, uns diziam que esse tipo de conotação poderia segregar ainda mais as mulheres ou que elas não tem que provar nada a ninguém por isso não caberia esse gênero, outros que a mulher é diferente mesmo e deve ser valorizada e reconhecida pelo que é, por isso essa distinção é válida.
O que ficou claro é que mesmo ainda não sendo um gênero marcante na produção cinematográfica brasileira, ele apresenta nuances e traços que o identificam como uma presença significativa no cenário fílmico atual.
Até pelo fato desse tema estar em discussão nos últimos festivais de cinema do Brasil (Femina - Festival Internacional de Cinema Feminino e 22º Festival de Curtas de São Paulo), denota o quão importante e relevante é o tema, independente do que as pessoas achem, o fato é que as mulheres, como em toda atividade comercial, financeira e produtiva, estão encontrando brecha para crescer, valorizando o mercado e entre outras tantas coisas, estão entrando de cabeça na produção e direção de filmes.
Isso não tem como deixar de reconhecer. O que elas tem que provar agora, não é que um determinado gênero de filme existe ou não, mas que acima de tudo, possuem qualidade como idealizadoras no cenário cinematográfico, o que já é sabido.
Afinal, quando vamos ver um filme, para o assistir ou não
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